Reflexão Domingo da Páscoa

1 – Feliz Páscoa – Vida nova

Inicio minha reflexão com os votos de feliz Páscoa. Com os votos de Feliz Páscoa, que partilhamos entre nós, nos comprometemos a rezar uns pelos outros, para que a vida nova da Ressurreição de Jesus esteja em nossos corações e encha nossas vidas de alegria. Rezamos e desejamos que a Páscoa de Jesus Cristo traga a toda nossa comunidade muita alegria, muita esperança e toda força e graça que vem de Deus para que o Senhor ressuscitado esteja presente em todos os momentos de nossas vidas. A partir da Páscoa, tudo passa a ter sentido novo, porque Jesus ressuscitou e está vivo. A fraqueza que faz parte da vida, as angústias que nos fazem titubear, a dor e o sofrimento, tudo isso, apesar de inconvenientes, tornam-se menos pesados, porque Jesus ressuscitou. A Ressurreição de Jesus oferece a força da vida e expulsa para longe a tristeza e o desânimo. Ele ressuscitou, por isso vale a pena viver, porque sei que dele receberei vida nova. Se você sofre, chora, a Páscoa de Jesus Cristo diz: coragem, a vida é mais forte que a dor. Se você vive alegre e tudo corre bem para você, muito bem, seja semeador da bondade e, a exemplo de Jesus, passe por esta vida fazendo o bem.

2 – Como Jesus entendia sua Páscoa

Você já teve a curiosidade de se perguntar como Jesus entendia a sua Páscoa, esta sua passagem pela morte? Como Jesus entendia a sua Ressurreição? Nós encontramos uma resposta a estas duas perguntas no Evangelho de São João, capítulo 12,24. Pouco antes de sua Paixão, Jesus, preparando seus discípulos para o que iria acontecer, explicava assim a sua morte: “se o grão de trigo cai por terra e não morre, não produz fruto, mas se morre, produz muitos frutos” (Jo 12,24). Jesus compara sua vida a um grão de trigo, que jogado na terra, ali fica escondido, morto aos nossos olhos, mas que um dia ressurge e produz espigas com muitos grãos para alimentar a vida humana. É assim que Jesus entende e explica sua morte e ressurreição. Ele se compara a um grão de trigo, cheio da vida divina, plantado na terra; foi sepultado e ali ficou três dias. Depois ressuscitou e sua ressurreição é como uma espiga de trigo, cheia de grãos, cheia de vida e vida em abundância, porque é vida divina. A ressurreição de Jesus é fruto da sua morte e da sua obediência ao Pai. Ele que passou a vida fazendo o bem, como dizia a 1ª leitura, agora ressuscita para participar da glória divina. Esta é a obra maravilhosa das mãos de Deus.

3 – Como nós participamos da Páscoa de Jesus

A outra pergunta que colocamos diz respeito a nós: como participamos da Ressurreição? Como podemos ter em nós a vida nova da Ressurreição de Jesus? Todos já ouvimos dizer que a Igreja é esposa de Jesus Cristo. É esposa porque Jesus, como ensina São João, é o esposo da Igreja e concebeu nela, do seu lado aberto, onde corre sangue e água, a vida nova, fruto da sua Ressurreição. Se ele concebeu a vida nova de Jesus, a Igreja é mãe e, como mãe, gera filhos e filhas da Ressurreição, pelo Batismo. A Igreja é mãe, não uma prisão que conserva seus filhos e filhas para si. É o que se lê no final do discurso de Pedro, na 1ª leitura, quando diz que Jesus “nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos”. A Igreja não gera filhos e filhas para mantê-los em seus muros, mas para serem discípulos e missionários da grande notícia: “O Senhor ressuscitou, a morte foi derrotada e todos podem participar da vida eterna”. Todos podem se alimentar com a vida divina.

4 – Discípulos e missionários da Ressurreição

Assim como a Ressurreição de Jesus abriu as portas de pedra de sua sepultura, assim, a Igreja ressuscita quando abre suas portas, para que seus filhos e filhas tornem-se discípulos e missionários no meio do mundo. Dizendo de outro modo, para que seus filhos e filhas dêem testemunho da Ressurreição em todos os cantos da terra e, em todos os lugares da sociedade. A forma testemunhal mais eficaz do anúncio do Evangelho da Ressurreição é, a exemplo de Jesus, passar a vida fazendo o bem, como Pedro dizia na 1ª leitura. Quem participa da vida nova da Ressurreição de Jesus vive no bem e vive fazendo o bem, próprio de quem foi levedado pelo fermento da vida nova, no dizer de São Paulo, na 2ª leitura. O segredo do testemunho evangelizador, portanto, não consiste em realizar muitas e grandes pregações, mas em fazer o bem sempre e em toda parte. Peçamos ao Senhor ressuscitado que este Domingo de Páscoa renove nossa fé e nos comprometa em testemunhar sua Ressurreição. Feliz Páscoa, feliz vida nova da Ressurreição a você que é chamado a ser discípulo e missionário na Igreja e na sociedade. Feliz Páscoa! Amém

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