Mergulhar em si mesmo


Quantas vezes mergulhamos profundamente nos abismos do nosso interior? Muitas, não é verdade?

O que precisamos é que a cada um desses mergulhos, aprendamos a emergir mais fortes, mais lúcidos, com uma coragem maior para enfrentar as agruras do dia-a-dia.
Quando nos projetamos para dentro de nós mesmos, assustamos com a escuridão que ainda nos rodeia.

Tateamos, desesperados, à procura de uma oportunidade de fuga.

Mas em nosso desespero não conseguimos perceber que volteando toda esta escuridão, existe sempre um raio de luz.

Este raio de luz pisca, incessantemente, nos mostrando o caminho a seguir.

Nós, em nossa cegueira mental, é que não conseguimos vê-lo.

Já não será hora de iluminarmos esse interior escuro, cheio de medos, cheio de fantasmas do passado e projeções estranhas para o amanhã?

Cada um de nós é um ser pronto para crescer, amadurecer.

Só que a cada um compete a sua tarefa.

Não devemos nos achar piores do que ninguém porque o destino colocou em nosso caminho a dor.

Apesar de não a aceitarmos, de pensarmos que ela nos lançará no abismo do desespero, precisamos ponderar que não é bem assim.

A dor, quando dela fazemos uma alavanca para o crescimento espiritual, nos encaminha em direção à luz.

A dor nos leva a pensar um pouco mais em nós mesmos, em nossos companheiros de jornada e em Deus, nosso Criador.

Nós, ao invés de mergulharmos nos abismos insondáveis do nosso eu interior com desânimo, com desalento, condoídos de nós mesmos, façamo-lo com coragem, com confiança, com a vontade de nos conhecermos profundamente.

Que cada um, ao emergir desta viagem, saia iluminado, confiante, cheio de fé e vontade de continuar seu caminhar, com o coração cheio de amor por si mesmo e por seus semelhantes. 

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